Avis é o 10º pior concelho para investir

O Jornal de Negócios publicou recentemente o ranking "City Brand", um estudo que ordena os 308 concelhos do País, de acordo com diversos parâmetros, produzindo assim um resultado final em função dos indicadores analisados.

O concelho de Avis surge globalmente na posição 226...com apenas 82 municípios em pior posição. Infelizmente não é um resultado que nos surpreenda! É o resultado de muitos anos de políticas erradas e erráticas. A má performance dos vários indicadores consolidou a posição final obtida. Se olharmos com maior detalhe para o parâmetro específico dos "Negócios", em que se avalia o ambiente e condições de investimento, Avis está na posição 298 (num total de 308). Isto significa que em matéria de investimento e condições para produção de riqueza, o estudo demonstra, com bastante clareza, que o nosso concelho é o 10º pior do País.

São estes resultados que, de forma tão crua, mostram que o caminho seguido está errado. Somos um concelho mais pobre, que está mais fraco e que não consegue cativar investimento. Onde estão as políticas activas para a captação de investimento? Não estão em sítio nenhum, porque não existem. Os resultados são estes. Pintá-los com outra cor é pura demagogia. São factos! 

Ligação para o estudo City Brand

Poder de compra em Avis

O Jornal de Negócios publicou recentemente uma infografia sobre o Poder de Compra em todos os concelhos do País.

Retire as suas conclusões!

Ligação:

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A Câmara ignorou os contribuintes do concelho

Caro (a) Munícipe,
 
A Lei das Finanças Locais atribui aos municípios a possibilidade de arrecadarem uma percentagem do IRS cobrado pela Administração Fiscal aos contribuintes residentes no concelho. Essa percentagem é no máximo de 5%. Isto significa que de todo o valor de IRS cobrado em Avis, a Câmara Municipal tem direito à percentagem que entender definir até ao limite citado de 5%. Constitui, por isso, uma receita do município.
 
Se a autarquia decidir que prescinde de uma parte ou da totalidade dessa percentagem, então, a diferença reverte a favor do contribuinte. Ou seja, não lhe é cobrado. Por exemplo, se o Executivo Municipal decidir que pretende "apenas" 3% do IRS, isso significa que os restantes 2% "ficam no bolso" das famílias, aquando da entrega da sua declaração de IRS (Março / Abril).
 
Pois bem, nos tempos difíceis que as famílias atravessam, fruto de medidas fiscais muito restritivas, o poder local teria aqui uma forma de proteger os seus munícipes, aliviando a pesadíssima carga fiscal que sobre eles recai, podendo até atrair mais residentes para o concelho por causa desta vantagem fiscal.
 
Numa perspectiva absolutamente contrária a esse espírito, o Município de Avis optou por arrecadar o máximo que a lei prevê (5%), não deixando qualquer margem que pudesse deixar de ser cobrada às famílias e contribuintes. Esses 5% representam 74 mil euros.
 
Uma posição que só é explicável pela ânsia de realizar receita por todos os meios (incluindo à custa das famílias) para tentar equilibrar a situação calamitosa das finanças da autarquia.
 
Era possível, por esta via, aliviar um pouco o "bolso" dos contribuintes do concelho, tal como propôs o PS, pelo menos em 2,5%. Não basta falar de equidade fiscal, de medidas a favor das famílias ou de uma cobrança equitativa de impostos. É preciso que as decisões correspondam ao que se apregoa. Foi isso que a CDU não fez, prejudicando objectivamente os contribuintes.
 
Em jeito de conclusão, dos 74 mil euros, a Câmara não prescindiu de um único cêntimo em favor dos contribuintes, da competitividade fiscal, das famílias e da economia local.
 
Essa decisão teve o voto contra do PS, com base nos argumentos aqui expressos.
 
Aqui fica a ligação para um artigo do Jornal de Negócios, em que é possível ver como decidiram as várias Câmaras Municipais nesta matéria: