Radiografia...sombria

Estes são alguns dados compilados que permitem ajudar a analisar a realidade socioeconómica do concelho de Avis. Debater é desmentir a propaganda. Não são dados surpreendentes ou que causem perplexidade a quem acompanha a vida política de Avis nos últimos anos (muitos anos). A tendência desta curva descendente apresenta uma consistência indesmentível nos mais diversos indicadores. Nos quadros seguintes é possível verificar que, em alguns casos, Avis aparece na "cabeça do pelotão" quando seria desejável que estivesse na cauda. Noutros indicadores, surge no fim da tabela quando o ideal seria que liderasse o "ranking". É o fruto colhido por uma sucessão de políticas de sentido único. O sentido do erro. Não são palavras ou juízos, são factos. Por sinal, muito claros. Como se este cenário não bastasse, a realidade pode ser bastante mais sombria, visto que a situação financeira da Câmara é presumivelmente pior. Os eleitos do PS na Assembleia têm chamado a atenção para a falta de clareza na informação prestada pelo executivo da CDU. Em face das questões suscitadas pelo PS, a resposta é...o silêncio. Estes números são "apenas" mais uma acha para a fogueira que vai queimando em lume brando as potencialidades de Avis, a coberto de uma falaciosa política de desenvolvimento em que a CDU "enche a boca" para falar na defesa dos mais fracos. Desenvolvimento nas palavras. Falta dele nos resultados. Aqui estão os frutos. Um abismo político que se avizinha enquanto os responsáveis pelo barco que se afunda vão assobiando. Quem responde por estes resultados de vã glória? Ninguém? O silêncio comprometido? Boa noite e boa sorte!

 

 

 

 

Fonte: Portal Municipal

 

Portal de Transparência Municipal e Anuário Financeiro

1. Foi recentemente lançado o Portal de Transparência Municipal. Trata-se de um site que agrega diversos indicadores actualizados (económicos, financeiros, sociais, administrativos, etc). Permite a comparação com vários dados nacionais e com municípios de dimensão comparável, entre outros parâmetros relevantes. É um bom instrumento de consulta e esclarecimento. Consultem e, em alguns casos, surpreendam-se. Noutros, não!

http://www.portalmunicipal.pt/pentaho/api/repos/:public:PTM:dashboards:home:home.xcdf/generatedContent?locale=pt

 

2. Foi hoje apresentado o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, uma iniciativa conjunta da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e da rádio TSF. É um excepcional documento de análise para reflectir e trabalhar, permitindo concluir, em algumas realidades que debatemos diariamente, que por vezes "as coisas são o que são e noutras não são o que parecem."

Fica o link para consulta, com a opção de fazer download:

http://pt.calameo.com/read/0003249818830e99d8443

Declaração de voto - Assembleia Municipal - 27 junho

No decurso da última Assembleia Municipal (27 de junho), os eleitos do PS votaram contra no ponto que debateu a contração de um empréstimo por parte da Câmara Municipal, num montante de 600.000€. Esta posição foi acompanhada da apresentação de declaração de voto, cujo conteúdo transcrevemos na íntegra:

 

Ponto da Ordem do dia:

O empréstimo pretendido não se destina a qualquer investimento, sendo designado como tal para obter enquadramento legal, mas, tão somente, a suprir o défice corrente de tesouraria que aflige o Município na ultima dúzia de anos.

O executivo CDU tem utilizado, recorrentemente, este método, quando não está legalmente impedido do recurso ao crédito.

A estrutura de custos correntes do Município gera um défice de tesouraria permanente que tem sido mitigado por empréstimos, pelo aumento da dívida a fornecedores, ou ambos em simultâneo.

Esta conclusão evidencia pela fundamentação do pedido, conforme se demostra:

1 - Os alegados “investimentos” não estão reflectidos nos planos do Município, não constam do orçamento, não se conhecem os projectos;

2 – Na proposta de contração do empréstimo observamos a seguinte afirmação:

 

Logo, o investimento previsto seria de € 2.961.436. Ora, analisando o orçamento (abaixo), verificamos que o investimento previsto (historicamente não executado na totalidade) é de € 1.165.027. Ou seja, € 1.800.000 de diferença, 1/3 do valor indicado. Pura e simplesmente, absurdo.

 

 

 

 

3 – Quanto aos valores indicados da proposta como divida do Município, pagamentos em atraso e excedente corrente, não oferecem qualquer credibilidade, dado que a contabilidade do Município está viciada pela omissão de registo de compromissos (como se demonstra no caso do protocolo da Santa Casa – mas também se podem acrescentar os gastos com água, saneamento, tratamento de resíduos, electricidade, combustíveis e outros), bem como pela falta de reconhecimento do montante total das dividas, por exemplo, ás sociedades ADNA e VALNOR, bem como no fornecimento de electricidade e combustíveis como se deduz da análise comparada dos Mapas de Controlo Orçamental.